Oceano de Plástico
Proposta 2# - Tipografia
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Ao ler a proposta do trabalho, nosso objetivo inicial foi desenvolver um infográfico que realmente alertasse as pessoas dos riscos da poluição dos oceanos. Entretanto, apenas transmitir a informação com dados numéricos ou textos, em muitas situações, não chama a atenção necessária para o problema, por isso focamos em um infográfico visualmente atrativo e de fácil entendimento. Dividimos o infográfico em quatro segmentos: problema, causador, consequência e solução.
Problema
A grande maioria da população gera lixo doméstico e muitas pessoas não se importam qual o destino final de toda essa quantidade de lixo. Não saber para qual lugar os resíduos vão não significa que ele não irá a lugar nenhum. Ele, sim, vai a algum lugar e, em muitas situações, vai para o oceano. O Giro do Pacífico Norte é uma das partes do oceano em que o lixo está indo para a superfície. Giro oceânico é um termo utilizado por oceanógrafos para descrever grandes correntes marítimas rotativas, que estão diretamente relacionadas com o movimento dos ventos.
O plástico é caracterizado pela durabilidade, estabilidade e resistência à desintegração. As propriedades o tornam um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vêm de terra firme. Isso foi o que retratamos na primeira parte do infográfico, pois diversos lagos e rios que circulam dentro das cidades estão ficando com uma quantidade absurda de plástico prejudicando àqueles que um dia prejudicaram os oceanos.
Causador
Àqueles que um dia prejudicaram os oceanos e ainda prejudicam são os causadores. Pensando nisso, retratamo-los na segunda parte do infográfico. A Grande Porção de Lixo do Pacífico é uma região do oceano com aproximadamente 680 mil quilômetros quadrados e não para de aumentar. É composta, em sua grande maioria de plástico proveniente das costas marítimas, e é de difícil detecção, sendo possível avistá-la somente a partir de embarcações marítimas, sem a utilização de recursos tecnológicos como satélites. Esta grande quantidade de plástico flutua e se envolve no giro oceânico devido às correntes. Segundo ecologistas e cientistas, muitas autoridades não se importam em solucionar os problemas, pois a área oceânica onde se localizam a massa de dejetos "se encontra em águas pouco transitadas pela navegação mercantil e turística".
Como o objetivo é realmente alertar as pessoas, utilizamos no infográfico figuras de plásticos que a grande parte das pessoas costuma usar: garfos, colheres, copos, canudos, sacolas, garrafas e vasilhas. O impacto ambiental, econômico e social dos detritos marinhos é enorme e é um desafio de grandes proporções que cresce a cada dia. A reversão desta situação é cada vez mais difícil, pois é um trabalho de longo prazo podendo levar anos para apresentar melhorias significativas para o planeta.
Consequência
Os causadores da poluição dos oceanos são àqueles que sofrem as consequências, ou seja, os seres humanos. Essa foi a ideia ao retratar o ser humano na terceira parte do infográfico. O microplástico é tão abundante que acabou se tornando parte do ecossistema e. Plânctons e pequenos crustáceos se alimentam deles, se intoxicam, e, consequentemente, fazem o mesmo ao serem comidos por pequenos peixes. A cadeia alimentar continua até chegar aos grandes peixes, como o atum, e, finalmente ao próprio ser humano que se tornou um consumidor de microplástico. Outro problema é o fato de o microplástico absorver com facilidade outros tipos de poluentes que se encontram no mar, como pesticidas, metais pesados e outros poluentes orgânicos persistentes (POPs) aumentando o nível de contaminação e os danos à saúde como disfunções hormonais, neurológicas e reprodutivas.
Um tipo de POP é o mercúrio que é altamente tóxico e, quando não descartado corretamente, vai parar no fundo dos oceanos. Lá é absorvido pelas algas que, por sua vez, servem de alimento para os plânctons. A partir desse momento, por conta da bioacumulação, o mercúrio entra nos microrganismos. Dessa forma, o peixe que se alimenta desses plânctons também carrega o elemento tóxico. Finalmente, o mercúrio chega ao homem, quando se alimenta do peixe. Nesse caso, a pessoa que come o peixe contaminado está ingerindo o mercúrio acumulado durante toda a cadeia, da alga até o pescado. A esse processo, se dá o nome de biomagnificação.
Solução
O primeiro passo para encontrar uma solução para o problema é a reflexão individual sobre os hábitos de consumo. Todo tipo de resíduo reciclável consumido, principalmente o plástico, deve ser utilizado de maneira necessária e não exagerada sendo reciclado em seguida. Contribuir para o desenvolvimento da coleta seletiva e investigar se as autoridades estão fazendo algo também são iniciativas que podem ajudar a solucionar a poluição dos oceanos.
Alertar. Este foi o objetivo do infográfico. O lixo nos oceanos não acabará em pouco tempo, entretanto o processo para retirá-lo deve começar de maneira imediata. Se cada ser humano tomar consciência e, principalmente, perceber o quanto cada atitude faz diferença, podemos mudar essa triste realidade. Faça sua parte e salve o Planeta.
Criação e Design
Na criação do infográfico, foram usados conceitos básicos e avançados de Design e Comunicação Visual. Pesquisamos designers que desenvolvem infografias e buscamos várias referências para a construção.
Toda ideia foi pensada, rascunhada e testada antes de ser produzida, com elementos desenhados e com o layout criado por nós.
Um infográfico costuma ter muita informação. E a atenção para não fazer
um layout poluído fica maior. Foram usadas tipografias de fácil leitura com bom
espaçamento, cores vivas e frias com harmonia entre si. Toda criação foi
desenvolvida nos programas Adobe Illustrator CC e Adobe Photoshop CC.

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